Magnus Chase e os Deuses de Asgard – A Espada do Verão

Eu sempre fico com um pé atrás, mas quando a gente gosta de um autor não tem jeito. Rick Riordan descobriu a fórmula: Deuses + Adolescentes = Sucesso. E não importa se é Grego, Romano ou Nórdico, ele faz a coisa funcionar. Magnus Chase e os Deuses de Asgard – A espada do Verão, pode ser um pouco mais do mesmo para alguns, mas a pitada nórdica faz toda a diferença.

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Magnus Chase

Magnus é um jovem de 16 anos – muito parecido fisicamente com Kurt Cobain – que mora em Boston. A dois anos  sua mãe foi assassinada por lobos (sim, lobos) e desde então vive nas ruas. Mas fique tranquilo, ele não quer a sua solidariedade. Ele se vira bem, principalmente com a ajuda de seus dois amigos mendigos Blitz e Hearth. Numa manhã fria, ele é acordado por Blitz que o avisa que duas pessoas, um homem e uma jovem, estão espalhando cartazes com sua foto e o procurando pela cidade. Magnus até tenta manter a promessa da mãe de não confiar em ninguém, mas ele precisa checar quem são essas duas pessoas. Eles são seu tio Frederick e sua prima Annabeth (essa mesma Annabeth Chase que você está pensando). Em busca de respostas Magnus, acaba na casa do seu segundo tio Randolph, que o convence que os Deuses Nórdicos existem, que ele é um semideus que precisa resgatar a herança de seu pai.

É, eu sei. Vocês vão ler sobre minha morte agonizante e vão pensar: “Uau! Que maneiro, Magnus! Posso ter uma morte agonizante também?”

Não. Tipo, não.

Não saiam por aí pulando de telhados. Não corram entre os carros nem taquem fogo no próprio corpo. Não é assim que funciona. Vocês não vão para o mesmo lugar que eu.

Vamos as diferenças: Para começar Magnus está morto. Calma, nesse trecho que contei acima, ele ainda está vivo… mas muito antes que cheguemos a página 100 o herói está morto, a caminho do Valhalla. Segunda diferença… ao contrario de Percy e Jason, Magnus não é um herói de habilidades físicas, ele não sabe lutar, é franzino (afinal vive a dois anos com pouca comida), não tem nenhuma habilidade com armas… mas bem, ele morreu, está no Valhalla (que alias é um hotel) e teria bastante tempo para treinar (se não fosse, claro, uma profecia). E quando ele acorda (morto) é o Magnus de sempre, mas com alguns upgrades: Seu corpo mudou… a barriga ganhou gominhos. Ele está mais forte e mais ágil e com algumas habilidades, como a de cura (temos um herói healer).

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Jaques

Essas diferenças pra mim fizeram toda a diferença. Riordan nos apresenta menino gente boa, sofrido, que não tem nenhuma habilidade física e que faz de tudo para salvar seus novos amigos. Alias é por causa deles e da Espada do Verão, que resolveu se chamar Jaques, que Magnus consegue sobreviver. Jaques faz tudo sozinho (inclusive fala), mas suas ações heroicas podem matar o semideus assim que ele pega-lo novamente. Blitz (que na verdade não é um mendigo e se chama Blitzen) é um anão habilidoso que sabe tudo de moda. Seu sonho de vida é abrir uma loja com a própria grife, mas acabou sendo obrigado a trabalhar para um Deus. Junto com ele está Heart (que também não é mendigo e se chama Heartstone), um elfo surdo-mudo, que busca o conhecimento da magia através das runas. Fechando o grupo temos Samirah Al-Abbas, a Valquíria filha de Loki, que levou Magnus para o Valhalla. Ela me lembrou muito uma certa filha de Atena, mas não faz par romântico com Magnus. Ela já prometida para outro rapaz, do qual é apaixonada desde os 11 anos.

Magnus e seus quatro amigos (contando com Jaques) partem em missão para atrasar o Ragnarok, também conhecido como fim do mundo. Para isso eles precisam enfrentar novamente o gigante de fogo que matou Magnus da primeira vez e trocar a corda que prende Fenrir, um lobo, filho de loki, que quer iniciar esse apocalipse. Mas não sem antes passar por algumas aventuras.

“Bem – comecei -, depois de fugirmos de um exército de anões, de encaramos um esquilo monstruoso, de matarmos três irmãs gigantas e estriparmos um par de bodes falantes… Será que Fenrir pode mesmo ser assim tão ruim?

Os Deuses Nórdicos de Riordan também são um bocado, ou totalmente, diferentes daqueles que conhecemos (Principalmente os da Marvel). Thor obviamente continua sendo um Deus apaixonado pelos humanos, mas nessa versão ruiva talvez ele seja um pouco Viking  e flatulento de mais. Loki também está presente. Sua lábia é tão poderosa quanto daquele que conhecemos no cinema. Sua beleza é descrita como estranha (o que talvez seja bem apropriado). Mimir, Frei, Freia, Hel e até Odin também aparecem na trama e também não são só os Deuses da mitologia.

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Loki

Eu não conheço tão bem a mitologia Nórdica, quanto já conhecia a grega antes de ler Percy Jackson, mas isso não foi impedimento para entender a história. Riordan como sempre deixa tudo mais fácil e mastigado pra nós, trazendo os Deuses para a nossa realidade. Os nomes nórdicos que não tem uma pronuncia muito fácil, por exemplo, Magnus – que é muito sarcástico – relaciona com outros nomes sonoramente parecidos, mas que nada tem haver. Além disso temos as referências, que vai de Kurt Cobain, a contos de fada e séries famosas da tv (Capitão América iria adorar esse livro).

Magnus Chase e os Deuses Nórdicos – a Espada do Verão não decepciona. Rick Riordan mantém a fórmula, une os universos de maneira natural e espontânea, garantindo por mais tempo os fãs e conquistando outros. Não sei se posso dizer que gosto mais de Magnus que Percy, mas dá pra fazer um pódio, com Jason em terceiro, seguido de Magnus e fechando o primeiro lugar com Percy. Agora é ler a continuação pra saber se teremos alterações nessa disputa.

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Magnus Chase e os Deuses de Asgard – A Espada do Verão – Rick Riordan

Formato(s) de venda: livro, e-book
Tradução: Regiane Winarski
Páginas: 448
Gênero: Ficção
Formato: 16 x 23
ISBN: 978-85-8057-795-2
E-ISBN: 978-85-8057-796-9

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